O influenciador Leo Marcondes (@leomarcondesoficial) passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo após declarar, em um vídeo publicado no fim de dezembro de 2025, que “pobre não deveria ter direito de votar”.
O conteúdo ultrapassou 7 mil curtidas e 2 mil comentários, e ampliou rapidamente a circulação que gerou forte repercussão nas redes sociais, tanto de crítica quanto de apoio.
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Diante da repercussão, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar se o conteúdo pode caracterizar discriminação social ou incitação ao discurso de ódio. O procedimento segue em andamento e, até o momento, sem prazo para conclusão. As informações são do portal Metrópoles.
Nos comentários, a maioria das manifestações foi de repúdio à fala, com usuários associando o tema a debates sobre desigualdade, democracia e direitos constitucionais.
Uma das respostas que ganhou maior visibilidade foi da advogada Raquel Conrado (@quelconrado), que escreveu: “Ainda bem que temos Constituição… se dependesse de vocês estaríamos sendo chicoteados ainda“.
Ao mesmo tempo, também surgiram manifestações favoráveis à declaração, embora em menor volume. Alguns usuários defenderam critérios econômicos para o direito ao voto, associando participação política à geração de renda.
A diferença de engajamento entre críticas e apoios evidenciou maior mobilização quando há percepção de ataque a direitos básicos.
Impacto digital e social
O episódio evidencia uma dinâmica recorrente no ecossistema digital: conteúdos provocativos e polarizados tendem a alcançar alto engajamento em curto prazo, impulsionados pela lógica dos algoritmos. Entretanto, a depender do conteúdo e da forma como é produzido, também podem gerar repercussões e responsabilidades fora das redes.




