A nova variante da Covid-19 tem chamado atenção pela possível capacidade de escapar parcialmente do sistema imunológico. Detectada pela primeira vez em novembro de 2024, a variante BA.3.2, apelidada de “Cicada”, passou a ser monitorada por apresentar características distintas em relação às versões anteriores, o que pode reduzir parcialmente a proteção contra infecção oferecida pelas vacinas atuais. Até fevereiro de 2026, 23 países já haviam identificado a circulação da nova linhagem do SARS-CoV-2.
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Um vídeo publicado em 30 de março pela médica infectologista e influenciadora Dra. Mariela Cometki, referência em imunidade e com 233 mil seguidores, viralizou nas redes sociais ao comentar a nova variante. O Algoritmo Jornal analisou as informações apresentadas na publicação, em que a médica ressalta não haver motivo para pânico neste momento. Segundo ela, ainda não existem evidências de que a BA.3.2 provoque quadros mais graves ou seja mais perigosa do que variantes que circularam durante o inverno de 2025 e 2026 nos Estados Unidos.
Entre os sintomas que exigem maior atenção, a infectologista destaca falta de ar, queda da saturação, dor no peito, confusão mental e piora progressiva do quadro clínico. A orientação, nesses casos, é evitar contato com outras pessoas, utilizar máscara se estiver sintomático, manter hidratação e buscar avaliação médica, especialmente em grupos de risco.
O aumento dos casos de SARS-CoV-2 também tem ampliado o número de dúvidas nas redes sociais. Segundo a médica, a nova variante apresenta um conjunto elevado de mutações, o que pode favorecer a disseminação e reduzir parcialmente a resposta imunológica contra infecção.
Em relação às variantes predominantes do vírus causador da Covid-19, a BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura essencial para a entrada do vírus nas células e principal alvo das vacinas, que estimulam o sistema imunológico a reconhecê-la.
Apesar disso, a infectologista reforça que, mesmo com possível redução de proteção contra infecção, a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar casos graves, hospitalizações e mortes.




