Por Clara Barreto
De acordo com informações divulgadas pela Folha do Estado e repercutidas nas redes sociais, Zé Felipe (@Zefelipe), ingressou na Justiça com um pedido de auditoria completa dos bens adquiridos durante a união e solicitou o bloqueio cautelar de R$ 100 milhões das contas da influenciadora. O objetivo seria garantir eventual compensação financeira enquanto o processo segue em análise.
O principal ativo envolvido na ação é a empresa de cosméticos WePink, fundada por Virgínia Fonseca e sócios. A marca alcançou faturamento estimado em R$ 1,4 bilhão em 2025, tornando-se uma das maiores do setor no país.
Especialistas apontam que empresas com esse desempenho costumam atingir avaliação de mercado de até duas vezes o faturamento anual, o que pode posicionar a WePink na faixa de R$ 3 bilhões. Virgínia detém cerca de 33% das cotas, ao lado de Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng, participação avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão.
O casamento entre o cantor e a influenciadora foi celebrado sob o regime de comunhão parcial de bens e, segundo consta no processo, não houve pacto antenupcial excluindo participações societárias. Dessa forma, a legislação brasileira prevê que bens adquiridos durante a união integrem o patrimônio comum do casal.
Com base nisso, Zé Felipe reivindica metade do valor correspondente às cotas da empresa adquiridas no período do casamento, montante que pode chegar a R$ 500 milhões, além de eventuais lucros e dividendos distribuídos ou devidos desde 2021. O pedido de bloqueio de R$ 100 milhões tem caráter cautelar e busca assegurar o cumprimento de uma eventual decisão favorável ao cantor.
Diante da complexidade do patrimônio envolvido, há avaliação de que o desfecho do caso pode incluir acordos extrajudiciais, com compensações financeiras por meio de outros ativos, como imóveis de alto padrão e aeronaves, preservando a estrutura societária da empresa.
Mesmo sem exercer função administrativa na WePink, Zé Felipe poderá ser reconhecido judicialmente como detentor do direito à metade do valor das cotas pertencentes à ex-esposa no período da união, reforçando o caráter histórico e financeiro do processo. O caso segue em tramitação e continua gerando forte repercussão nas redes sociais, onde internautas classificam a disputa como um dos divórcios mais impactantes já registrados no país.




