A influenciadora Monniky Fraga foi presa na manhã desta terça-feira (24), suspeita de ter simulado o próprio sequestro em abril de 2025, segundo a polícia. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Cortina de Likes, conduzida pela Polícia Civil, que investiga um grupo envolvido em crimes como extorsão, fraude processual e falsa comunicação de delito.
Influenciadora é presa após forjar o próprio sequestro para ganhar seguidores, diz polícia https://t.co/gs5551bon8 pic.twitter.com/5c8QpnF1Br
— g1 (@g1) March 24, 2026
A investigação teve início no mesmo mês do suposto sequestro, encenado, segundo a polícia, com a intenção de projetar a influenciadora nas redes e na mídia.
Naquele momento, ela chegou a conceder entrevistas a diversos veículos de comunicação para relatar o caso. Após a prisão, foi encaminhada à sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

A operação contou com 30 policiais que participaram da ação, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Também foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Igarassu, em Recife.
A Polícia Civil informou, em coletiva de imprensa, que outras três pessoas participaram da encenação do falso sequestro, além de Monniky Fraga. “A investigação indica que ela não apenas tinha conhecimento, como também houve um ajuste prévio e trocas de comunicação posteriores com um dos envolvidos”, afirmou o delegado do GOE.
Dois suspeitos foram identificados: um já está preso por outros crimes, enquanto o segundo envolvido foi morto antes da expedição do mandado de prisão. Já o terceiro participante, que estava no carro no momento da suposta ação, ainda não foi identificado.
A polícia também apura a participação de um quarto suspeito, alvo de mandado de busca e apreensão cumprido em São Paulo, apontado como o responsável por receber o valor do suposto resgate.
De acordo com as informações do G1, o delegado do caso afirmou que o marido da influenciadora, que também foi sequestrado, agredido e roubado pelos criminosos, não sabia do esquema. “A todo momento, ele informa que acredita sempre que se tratava realmente de um sequestro”, afirmou Cley Anderson delegado adjunto do GOE.
Depois da audiência de custódia, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que a promotora de Justiça Érica Lopes considerou válido o mandado de prisão preventiva. No mesmo documento, consta que a defesa solicitou a conversão da prisão para o regime domiciliar, sob o argumento de que Monniky possui filhos menores.
Por fim, foi determinado o encaminhamento da ata ao juiz responsável pela expedição do mandado, que deverá analisar os pedidos da defesa e as informações apresentadas pela detida.




