terça-feira, março 3, 2026

Influenciadora emociona ao falar sobre maternidade e saúde mental: “Ela não é a cura, mas é o motivo da minha cura”

Desabafo sincero sobre gravidez, propósito e medo de morrer gera forte repercussão nas redes sociais

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Um vídeo publicado pela influenciadora (@xsbel) nas redes sociais gerou forte comoção ao abordar, de forma íntima e sensível, o impacto da maternidade na saúde mental. No relato, ela afirma que nunca sonhou em ser mãe, não por falta de desejo, mas por acreditar que não tinha capacidade para isso. Em um momento de profunda vulnerabilidade, chegou a escrever uma carta pedindo a Deus algo que lhe trouxesse “vontade de viver”. Pouco tempo depois, descobriu que estava grávida de Amelie.

“Ela me salvou da minha própria cabeça”, afirma no vídeo, que rapidamente passou a circular entre perfis de entretenimento e páginas de apoio à maternidade. A influenciadora destaca que a filha não curou seu diagnóstico, mas se tornou o motivo pelo qual decidiu enfrentar suas dores. “Ela não é a cura, mas é o meu motivo de cura.”

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No desabafo, a influenciadora relata que antes não tinha medo de morrer e não imaginava viver além dos 30 anos. Após o nascimento da filha, passou a temer situações cotidianas, como atravessar a rua ou ver um carro em alta velocidade, por sentir a responsabilidade de criar a criança. “Agora eu quero passar dos 100 anos”, diz.

A fala toca em um ponto central da experiência materna: a transformação da percepção de si mesma e do futuro. Para muitas mulheres, a maternidade redefine prioridades, reorganiza o tempo e altera profundamente a identidade.

“A maternidade é a coisa mais incrível que poderia acontecer com a gente”, afirma a entrevistadora (@ivana__jauregui no vídeo. “Você não ser mais o centro da sua própria história é maravilhoso.”

O relato também reacendeu discussões sobre saúde mental feminina e os desafios emocionais que envolvem a gestação e o pós-parto. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% das mulheres grávidas e 13% das mulheres no pós-parto em todo o mundo enfrentam algum transtorno mental, principalmente depressão e ansiedade. Em países em desenvolvimento, esse número pode ser ainda maior.

Maternidade e saúde mental
Cerca de 10% das mulheres grávidas e 13% das mulheres no pós-parto em todo o mundo enfrentam algum transtorno mental. Foto: Freepik

Especialistas apontam que, embora o discurso romantizado da maternidade ainda seja predominante, há uma crescente abertura para conversas mais realistas sobre o tema. O compartilhamento de experiências pessoais por figuras públicas contribui para diminuir o estigma e incentivar outras mulheres a buscarem ajuda. Psicólogos destacam que encontrar propósito pode ser um fator protetivo importante em quadros de sofrimento psíquico. No entanto, reforçam que filhos não devem ser vistos como única estratégia de enfrentamento, sendo fundamental o acompanhamento profissional quando há diagnóstico de transtornos mentais.

Nos comentários do vídeo, seguidores relataram identificação com a história. Muitas mães afirmaram ter sentido transformação semelhante após o nascimento dos filhos. Outras destacaram a importância de falar abertamente sobre saúde mental sem romantizar o sofrimento.

Também houve debate sobre a frase “ela me salvou”, com internautas discutindo os limites entre encontrar motivação na maternidade e depositar sobre a criança a responsabilidade pela própria cura. A discussão, no entanto, foi marcada majoritariamente por mensagens de apoio e acolhimento.

O episódio reforça o papel das redes sociais como espaço de exposição emocional e construção de comunidades de apoio. Quando influenciadoras compartilham experiências sensíveis, ampliam o alcance de temas que antes ficavam restritos ao âmbito privado.

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